
Em coletiva realizada na terça-feira (9), a Honda do Brasil anunciou uma série de investimentos em sua fábrica de Sumaré (SP), onde atualmente são produzidos os modelos Civic, City e Fit. A unidade, inaugurada em 1997, produz atualmente 650 carros por dia, atingindo a marca de 150 mil unidades por ano.
A meta da montadora é ampliar a produção anual para 180 mil veículos e abolir o terceiro turno. Para isso, R$ 50 milhões foram aplicados para a compra de robôs e modernização da linha de montagem. Contudo, segundo o diretor da fábrica, não haverá demissões. "Iremos realocar os funcionários para outros departamentos", afirmou Carlos Eigi.
Ajuda argentina - Durante o evento, a Honda destacou a ampliação de sua divisão de Powertrain, responsável pela fundição e usinagem dos motores e câmbios manuais usados em seus modelos produzidos no País - exceto pelo Civic Si, cujo motor 2.0 é importado do Japão.
Atualmente capaz de produzir 12,5 mil conjuntos de motor e câmbio por mês, a unidade terá produção ampliada para 18,5 mil trens de força/mês. O objetivo será suprir a fábrica argentina de Campana, que vai produzir o City em paralelo com Sumaré. Apesar de a Honda negar, o aumento da capacidade do Powertrain também visa abastecer a linha do futuro City 1.4.
Mais dois anos de Civic - Questionada a respeito de um possível Civic 2.0, Issao Mizoguchi, vice-presidente da Honda, brincou: "Ele já existe, é o Civic Si". Issao afirmou que não prevê a substituição do sedã médio por uma nova geração antes de 2012, e que a recém-lançada versão LXL é suficiente para combater o Corolla.
O executivo negou a intenção de fabricar um compacto no Brasil, como a Toyota planeja fazer com o Etios. "O fato de você fazer um veículo compacto significa que você busca volume e participação no mercado, e não é isso que a Honda quer atualmente", afirmou Issao.
Fonte: iCarros


