Street Customs - Notícias, Carros, Fotos, Vídeos, Wallpapers, Hot Rods, Som Automotivo

Cai custo da Inspeção Veicular

 
A partir de janeiro de 2012, a nova taxa da inspeção ambiental veicular em São Paulo será de R$ 44,36, valor 28,4% menor que a taxa atual, de R$ 61,98.
A definição saiu nesta sexta-feira, dia nove de dezembro, no Diário Oficial da Cidade após estudo da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) estimando que o preço de partida para a taxa deveria ser de R$ 41,87. De acordo com a portaria da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, o valor da Fipe foi acatado e acrescido de correção monetária. A inspeção foi objeto de investigação e pedido de afastamento do prefeito Gilberto Kassab (PSD), mês passado, por parte do Ministério Público de São Paulo. Segundo o MP, haveria irregularidades no contrato entre o município e a Controlar, concessionária responsável pelo programa. Na área cível, Gilberto Kassab é acusado de improbidade administrativa. Segundo os promotores Roberto Almeida Costa e Marcelo Daneluzzi, os dados do Detran não poderiam ser usados por empresa particular. E, ainda que pudessem, o convênio foi assinado por um delegado de cargo subalterno, ou seja, sem atribuição legal para firmar esse tipo de acordo --que legalmente caberia ao diretor do Detran. Sem o convênio, a Controlar não teria como impedir o licenciamento de quem não faz inspeção veicular e a Prefeitura não teria como multar os veículos. Isso significaria, na prática, o fim da inspeção pelo modelo atualmente adotado na cidade de São Paulo. A autorização para acessar os dados foi dada em 2008. Ao ser informada pelo MPE, a atual gestão do Detran confirmou que a Controlar não tem direito de usar os dados. Aos promotores, o atual coordenador, Daniel Annenberg, informou que o departamento "não autoriza a entrega de seus dados a terceiros, nem sequer para a empresa Controlar". E prometeu tentar resolver o impasse com a Prefeitura. Mas ainda não refez o documento --chamado de "termo de confidencialidade" e que seria assinado com a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente-- impedindo a empresa subcontratada pela Controlar de acessar os dados. Em nota, a direção do Detran informou que tenta, desde 25 de outubro, refazer o tal "termo de confidencialidade" e ainda não conseguiu porque a Secretaria Municipal do Verde não devolveu o documento assinado. Ontem, o governador Geraldo Alckmin disse que vai averiguar a questão e, se o contrato for irregular, ele será rompido. Promotores que contestam o convênio conseguiram na Justiça bloqueio dos bens do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), do secretário municipal do Verde, Eduardo Jorge, de 13 empresários e de seis empresas. Entre elas estão a Controlar. Todos negam as acusações. Kassab se disse indignado com a acusação. O MPE aponta 27 irregularidades, ilegalidades e crimes supostamente cometidos no contrato. E pede que os réus devolvam R$ 1,1 bilhão aos cofres públicos, além do encerramento do contrato com a Controlar e devolução da taxa de inspeção e de multas para donos de veículos. Controle A Controlar aloja nos bancos de dados oficiais registros dos veículos aprovados e reprovados na inspeção. Tem assim, segundo o MPE, acesso a endereços, telefones, números de CPF e outros dados cadastrais protegidos de donos de veículos. "E isso sem qualquer controle", dizem os promotores. Originalmente, o documento assinado pelo Estado e pela Prefeitura em 28 de maio de 2003 previa o acesso aos dados do Detran para instalação da inspeção veicular "desde que o sigilo dos dados fosse preservado". Mas em 19 de março de 2008 o delegado Gilson César Pereira da Silveira, do Detran, "extrapolando suas funções" na visão dos promotores, mudou o convênio original. Ele "subscreveu um termo de confidencialidade referente ao contrato da Prefeitura com a Controlar autorizando que os dados e o sistema fossem também operados por empresa terceirizada, subcontratada da Controlar". O documento foi assinado ainda pelo secretário Eduardo Jorge. Em nota, a Controlar informa que só se manifestará após ser notificada sobre a ação civil pública protocolada pelo Ministério Público. E informa que "prestou em diversas ocasiões todos os esclarecimentos solicitados pela Promotoria, comprovando, por meio de documentação, a lisura na implementação e no cumprimento do contrato de concessão". Ainda reitera que a inspeção continuará a ser realizada normalmente.

Fonte: UOL
 

Adicionar comentário


Banner

Visitantes Online

Nós temos 69 visitantes online

Sobre a Street Customs

A Street Customs Editorial produz títulos de qualidade que possam ajudar tanto os aficionados por automóveis customizados e preparados, quanto as empresas e profissionais que tanto trabalham para desenvolver produtos e serviços para este mercado.