A Mastra realizou, no último final de semana, em Guararapes,SP, um "pit stop" para a avaliação de catalisadores.
No total 120 veículos foram inspecionados. As principais avarias encontradas no sistema de exaustão dos automóveis que passaram pelo pit stop foram corrosão, peça furada ou com vazamento e catalisador sem a cerâmica. O fato serve de alerta para os moradores da cidade de São Paulo devido a Inspeção Veicular Ambiental Obrigatória, que também reprova os veículos caso excedam o limite de ruído em decibéis estipulado pela portaria 129 da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente. Além disso, vale lembrar que a importação de catalisadores sem o selo do INMETRO está com os dias contados, pois a fiscalização está barrando falsos catalisadores ainda na alfândega. E os fiscais do IPEM – Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo, já tem feito visitas a centros automotivos na capital paulista, alertando os proprietários sobre a proibição da comercialização dos catalisadores sem conformidade avaliada pelo INMETRO. Em caso de reincidência o comerciante poderá ser multado e ter o estoque apreendido. A medida visa garantir as características de qualidade, aplicabilidade e durabilidade compatíveis com as necessidades de controle ambiental, propiciar confiança ao consumidor, além de combater o comércio de peças falsificadas ou de baixa qualidade. O catalisador é uma peça obrigatória no sistema de exaustão dos veículos desde 1997, responsável por converter mais de 95% dos gases tóxicos gerados durante a combustão. O uso de peças impróprias fere o Artigo 21, Seção III, Capitulo IV, Título I, do Código de Defesa do Consumidor, que diz: "No fornecimento de serviços que tenham por objetivo a reparação de qualquer produto considerar-se-á implícita obrigação do fornecedor de empregar componentes de reposição originais adequados e novos, ou que mantenham as especificações técnicas do fabricante, salvo, quando a estes últimos, houver autorização em contrário do consumidor".


