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Charlotte Auto Fair - Reunião de V8

 

               

A Charlotte Auto Fair não é uma feira muito conhecida dos brasileiros, mas guarda diversas surpresas para quem a visita. 

Duas vezes por ano o circuito oval de Charlotte, nos Estados Unidos, o Lowes Motorspeedway, recebe uma infinidade de fanáticos por automóveis clássicos, customs cars e alguns dos mais belos Hot Rods norte-americanos.

Rod & Custom foi até o evento que aconteceu no último mês de abril, e pudemos conferir que, apesar de este ano o encontro de Águas de Lindóia ter recebido mais de 700 barracas de autopeças, ainda estamos muito longe da quantidade de opções que os felizes norte-americanos têm para garimpar em seus automóveis antigos.

       
Apesar de o clima não ter ajudado muito, pois choveu praticamente em todos os dias da feira, tivemos a oportunidade de ver  alguns carros que dificilmente encontraremos em nosso país, já que a cidade de Charlotte praticamente respira automóveis durante o período em que acontece o evento.

         
Várias pessoas que moram nas proximidades do autódromo são voluntárias e trabalham em  prol da feira. Um exemplo a ser seguido, pois são pessoas que estão trabalhando ali apenas pelo simples prazer de ficar perto de automóveis que fizeram e até hoje fazem história. Outra curiosidade é que, dentro do autódromo, na área da pista propriamente dita, o local é reservado apenas para os automóveis de exposição e alguns à venda.  Não há nenhuma barreira e não existem seguranças resguardando os automóveis. Todo mundo que está ali, seja visitando, comercializando ou expondo seus veículos, tem em mente que aquele lugar deve ser respeitado.

         
Além disso chamou muito a atenção,  quando íamos fotografar qualquer carro, que as pessoas que estavam próximas do veículo se afastavam e aguardavam até que tivéssemos terminado. Algo impossível de imaginar no Brasil, infelizmente. Diferenças à parte, claro que não podemos comparar os eventos realizados aqui com os que acontecem principalmente nos Estados Unidos, pois há lá uma quantidade maior de automóveis, desde as mais raras como a El Camino, passando por alguns Chevelle Yenko e Dodge Super Bee, e até mesmo os mais comuns Ford e Chevrolet.

         
Neste ano em especial a Chevrolet levou um dos ônibus que foram utilizados em uma caravana por cidades pequenas dos Estados Unidos, Canadá, México e até mesmo Cuba durante mais de 20 anos, para divulgar, através de palestras, algumas novidades tecnológicas como equipamentos de ar-condicionado e  sistemas de som estereofônicos, entre outras coisas.
A GM adaptou oito veículos e os chamou de Streamliners, e eles eram os responsáveis por transportar toda a parafernália utilizada nas palestras. Ver esse ônibus de perto foi uma grande emoção, pois até então tínhamos a oportunidade apenas de ler algumas coisas sobre ele.    

                 
Além disso pensar que em meados da década de 1930 uma empresa pudesse ter a idéia de organizar uma megainfraestrutura para levar informação e cultura às cidades mais afastadas é algo único.
Outro carro que chamou bastante a atenção foi um Plymouth Roadrunner, que mais servia de prateleira para lonas do que como carro de exposição. Apesar de estar em perfeito estado de conservação e com todos os detalhes originais de fábrica, sua pintura estava gasta. E é impressionante ver que para os norte-americanos esses carros são comuns, e deixam-nos, literalmente, “jogados” no meio do mercado de peças.
Por outro lado, Charlotte, sem dúvida alguma, é uma das feiras mais interessantes dos EUA para quem deseja comprar peças. Por lá, era possível encontrar de tudo, desde motores completos de Corvette, até as mais raras peças de acabamento que alguém pos
sa estar procurando. Como nos EUA existem inúmeras empresas que reproduzem até hoje peças de reposição, em Charlotte é possível encontrar praticamente de tudo para quase todos os tipos de automóveis ou picapes.

                                          

COMO FUNCIONA
O evento é divido em duas partes: dentro do autódromo, ficam os veículos em exposição e no miolo da pista as barracas e caminhões que comercializam peças. Em uma outra área, duas vezes maior que o miolo do autódromo, do lado de fora do Lowes Motorspeedway, ficam centenas de outras barracas também comercializando acessórios e peças.
Nessa área externa, as barracas são mais simples e muitas pessoas que possuem apenas algumas peças aproveitam para tentar vendê-las diretamente. E é lá onde estão alguns tesouros, por exemplo, um rádio para BelAir 57 por apenas 25 dólares. Por outro lado para encontrar a peça ideal é preciso conhecer as peças, pois muitos vendedores apenas espalham seus produtos pelo gramado, e na maioria das vezes eles também não têm certeza de qual carro eles são realmente.
No mais, a viagem vale, principalmente, para quem aprecia e realmente gosta dos veículos com motores V8. Clique no link e confira mais algumas belas imagens  http://www.streetcustoms.com.br/revistas-carros/joomgallery-503.html

Texto e Fotos Roberto Cardinale

 

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Sobre a Street Customs

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