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Opala Comodoro 1992 - Jóia Sonora

Acompanhe aqui a primeira analise técnica que realizamos de um sistema de som automotivo

                      

   Criada graças aos pedidos de nossos leitores, a mais nova seção de Car Áudio, intitulada “Avaliação”, tem por objetivo analisar os sistemas Hi Fi dos carros montados por nossos leitores. Nela apontaremos, com objetividade, todos os possíveis problemas na

qualidade da instalação e na qualidade do som. Além disso,  também faremos sugestões de como melhorar o sistema, sempre seguindo uma metodologia semelhante à usada em campeonatos, porém com maior ênfase no tocante à qualidade sonora.
Nesta edição avaliamos o Opala Comodoro 1992 de Alberto Moço, 36 anos, proprietário da loja Factory Sound System, localizada no bairro do Ipiranga, em São Paulo, SP.  Alberto trabalha com som a 14 anos e fez vários cursos de especialização, entre eles o ESA Senai-JVC, em 2002, e o Curso Stereo One, em 2006. Sua primeira participação em competições foi no campeonato promovido pela ESA/JVC no Senai Ipiranga, no qual o projeto de Moço conquistou a terceira colocação, concorrendo com outros sete carros inscritos.
A sua estréia no Iasca ocorreu na etapa realizada no Shopping Raposo: ele novamente obteve o terceiro lugar na categoria Profissional. No final de 2004, ficou em segundo lugar e, no Autosom.net 10 anos, conseguiu sagrar-se campeão, o mesmo ocorrendo, no ano seguinte, no Campeonato Auto Esporte.
O sistema de áudio do Opala de Alberto é composto por CD Player Alpine modelo CDA 9815, amplificador JVC modelo KS AX6500, amplificador JVC KS AX6700, dois crossovers passivos de duas vias (fabricação própria), quatro médio graves Foster de 5” utilizados como subwoofers, capacitor de 1F da Rockford Fosgate, dois médio graves Foster de 5” e dois de Full Ranges Fostex de 3”.  Foram utilizados cabos RCA da marca Stinger e Rockford Fosgate. Os cabos dos alto falantes e de força são da Magnum.

                                              

QUALIDADE DE INSTALAÇÃO
Em se tratando de fiação a bateria está física e eletricamente protegida. Ao seu lado existe um fusível (de 90 ampéres) fixado em suporte acrílico de fácil acesso. O cabo de força de bitola 4 AWG (21mm) atende perfeitamente ao consumo de corrente do sistema e passa pelo lado direito do carro. Atrás do banco traseiro foi instalada uma caixa com dois fusíveis de 40 amperes para a alimentação dos amplificadores. Os cabos do sistema de áudio (RCA e alto falantes) receberam proteção extra, pois foram revestidos com uma camada de eletroduto corrugado. Todos os cabos estão fixos de maneira ordenada e as terminações foram isoladas com espaguete termo-retrátil. Os cabos RCA foram passados pelo meio do carro, do lado direito, e os cabos dos alto falantes estão na lateral esquerda.

INTEGRIDADE DA INSTALAÇÃO:
O CD player se apresenta bem fixo e perfeitamente encaixado no espaço do rádio original, enquanto os full ranges foram instalados em caixas acústicas na parte superior do painel do veículo. Os médios graves de 5” encontram-se em pezinhos bem fixos e encaixados. Todos os alto-falantes contam com telas para proteção, evitando assim possíveis danos aos cones. Os crossovers passivos estão bem protegidos, instalados em um rack no porta malas. As caixas dos subwoofers foram bem fixadas na parte superior do tampão e os amplificadores encontram-se em um rack atrás do banco traseiro. 

INTEGRAÇÃO DO ACABAMENTO
O rack dos amplificadores, assim como todo o porta-malas, foi revestido de carpete grafite. As caixas acústicas são revestidas em carpete preto com molduras e acabamento em pintura automotiva. A telas de proteção metálicas também são pretas. A pintura se repete no acabamento das caixas dos full ranges, enquanto os pezinhos foram revestidos de curvin preto.

 MONTAGEM
A matéria prima empregada no rack do amplificador, que ostenta encaixes muito bem executados, foi madeira MDF. As caixas acústicas frontais (na parte de cima do painel) foram confeccionadas em fibra de vidro, MDF e massa plástica. As caixas dos subwoofers também utilizam fibra de vidro e madeira MDF. Contam com paredes de 30 mm de espessura, sistema ventilado e, com 40 litros cada, são sintonizadas em 20 Hz. Entre a caixa e a lataria do veículo, Moço utilizou espuma EVA para evitar qualquer tipo de ruído ou vibração. As caixas foram fixadas aproveitando as furações originais do carro.
Os pezinhos são de fibra de vidro, madeira MDF e massa plástica, com paredes de 15 mm de espessura. Apresenta ainda sistema ventilado e tem 10 litros, sintonizados em 38 Hz. O damping é de lã de vidro e as telas de proteção são todas de metal. A maior dificuldade enfrentada no projeto, conforme Moço explicou, foi confeccionar as telas dos full ranges, pois eles estão fora da medida padrão. Os pezinhos também deram trabalho, pois levaram um ano para serem acertados.
Os crossovers passivos foram projetados e construídos por Moço, que utilizou indutores de núcleo de ar (enrolados a mão) de baixíssima perda e capacitores da marca francesa Solen. A configuração do crossover é Bessel de segunda ordem com ponto de corte simétrico em 350Hz.

                                              

QUALIDADE DE SOM
Inicialmente testamos o conjunto com o CD “Someone Like You”, de Susan Wong. Na faixa 1, “You’ve Got A Friend” o sistema apresentou uma pequena deficiência nos graves, pois faltava um pouco de impacto e peso no bumbo da bateria.  Os médios soaram abertos com boa micro dinâmica. Em “How Deep Is Your Love”, a região media soou um pouco suja nas partes que o coral entrava com mais força. Os graves soaram macios, mas com falta de impacto. Na faixa “Someone Like You”, os agudos nas partes de maior dinâmica sujaram um pouco e, nos médios, notei falta de dinâmica média.
O próximo CD que utilizamos foi “What Is Love” (XRCD), de Mari Nakamoto. Na canção “All Of Me”, na qual a cantora faz dueto com John Hendricks, o piano soou com uma ressonância na casa dos 250Hz, fazendo também com que a voz de Mari ficasse um pouco anasalada. Notamos ainda uma falta de dinâmica média na voz da cantora. Porém, na voz masculina, o resultado foi bom. Em “Cantos De Agua Dulce”, de Marta Gomez, encontramos em “Eso Pido Jo” o mesmo problema da ressonância em 250 Hz, fazendo com que a voz e o violão soassem anasalados. Nos trechos de maior dinâmica a voz perde a naturalidade na faixa dos médios altos.
No CD “Mancini Greatest Hits” analisei o soundstage e a precisão tonal em “Baby Elephant Walk”. O primeiro se estendia de coluna a coluna, com boa profundidade. A frente do palco se originava em cima do painel. Quanto a precisão tonal, na macro dinâmica, senti uma certa saturação nos médios. A faixa um de “This is K2 Sound” é excelênte para testar a macro dinâmica dos graves e o sistema apresentou falta de impacto. Porém, na faixa 2 houve boa resposta a transientes nos médios.
Chegamos, por fim, ao CD “Genuinamente Brasileiro Vol 1”. Com a faixa três analisei a imagem sonora, que apresentou posição central com bom foco e localização correta, a qual verifiquei com a voz feminina. Na posição centro-direita, estava o violão, que também se apresentou corretamente em localização e foco. O mesmo ocorreu na posição centro-esquerda, com outro violão.
Na faixa sete analisei as posições esquerda, direita e mais uma vez conferi a posição central. A guitarra que fica nesta última posição estava correta. Na direita a bateria apresentou bom foco e localização correta. Na esquerda o mesmo ocorreu com o contra baixo acústico. Utilizei uma faixa de 0 bit e não notamos a presença de ruídos.

                                               

CONCLUSÃO E SUGESTÕES:
O desenvolvimento do sistema de áudio levou cerca de um ano para ficar pronto e mais 15 dias para ser executado. Alberto obteve um bom resultado em relação à qualidade de instalação e qualidade de som, pois o valor investido no investimento no projeto ficou em torno de R$ 8.000,00. Sem dúvida nenhuma temos aqui uma excelente relação custo-benefício, tendo em vista que já ouvimos muitos carros com sistemas três vezes mais caros e sem o mesmo desempenho sônico.
O Opala analisado conta com inúmeros pontos positivos, mas os que mais se destacou foi o fato de todos os equipamentos estarem bem fixados e protegidos. O trabalho realizado com as caixas acústicas dianteiras, caixas de subwoofer e pezinhos é digno de nota. Enfim, não encontramos nenhum ponto negativo no que diz respeito à instalação e ao acabamento.
No tocante a qualidade de som os pontos positivos do sistema foram a altura de palco, (que sempre se apresentou estável e ao nível dos olhos) a largura de palco (se estendia de coluna a coluna), a imagem sonora (em todas as posições: esquerda, centro esquerda, centro, centro direita e direita) e a boa resposta a transientes nos médios.
A nossa sugestão é apenas melhorar a parte dos médios, por causa da ressonância na região dos 250Hz, que aparece talvez pela falta de damping na caixa dos full ranges. Outro ponto seria aumentar o ganho dos pezinhos, aumentando a força dos médios graves.  

Texto Silvio Sakata  Fotos Marcello Garcia

 

 

Comentários 

 
#1 adriele 29-10-2010 22:38
legal
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#2 johnab 01-11-2010 16:06
Gosto muito dessas tránsformações continuem assim senpre trazendo inovações////
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