Uma Mercedes S600 recebe o tratamento Vip da Hi-Velocity Motorsports, esbanjando luxo e tecnologia

Quando você está trabalhando em um carro, o cliente pode ser mais intimidante que o próprio veículo. Mesmo com vários carros de alto padrão e veículos de demonstração em eventos como o SEMA, por exemplo, Don Whitmire, da Hi-Velocity Motorsports,
ficou um pouco apreensivo quando encarou esta recém-comprada Mercedes S600.
A máquina alemã foi adquirida pelo aficionado por carros Dennis Scalpi para fazer parte da sua incrível garagem de carros, que já inclui alguns ícones de outros tempos, dois italianos poderosos, alguns modelos europeus e até um muscle car norte-americano. Com esse histórico, Whitmire sabia que Scalpi não ia querer algo “meia-boca” para seu Mercedes quando ele estacionou na HVM.
Como se sabe, a Mercedes Benz S600 já é bem impressionante com seu visual e estilo original de fábrica. Seu motor bi-turbo 5.5l V-12 tem 510 cavalos de potência, com nada menos que 61,2 kgfm de torque a 3.500 rpm, fazendo com que a máquina vá de 0 a 100 km/h em menos de 4,5 segundos, colocando-a no mesmo patamar da Ferrari 612 Scaglietti, Chevy Corvette e Porsche Carrera S.
Porém, isso não era o suficiente para Scalpi, que tratou de adicionar alguns upgrades visando à performance. O primeiro deles veio com a introdução de um body kit da Brabus (divisão esportiva da Mercedes) e montado por Whitmire e seus funcionários. Em seguida, o proprietário enviou a unidade de controle (ECU) para Carlsson com o intuito de receber poderosos upgrades de performance.

BANHO DE LOJA
Depois da montagem final da nova unidade de controle, a S600 foi levada ao departamento de design, onde Whitmire a abriu por completo.
Scalpi é “o cara” dos carros, tem um estilo “família”, mas ainda assim é o cara dos carros. Uma olhadela em seu clube, quer dizer, em sua garagem, e você vai descobrir que a S600 é o carro da família. Afinal de contas, é meio difícil colocar uma cadeira de bebê no assento de uma Lamborghini, por exemplo.
Por isso, manter o espaço do porta-malas e interior era o maior objetivo, porém, a tarefa consistia em construir um sistema de áudio impressionante, e mais, para um ouvinte muito exigente. E às vezes, os requerimentos desse tipo de projeto podem fazer técnicos confiantes e seguros perderem cabelos.
Assim, os profissionais da HVM tinham quatro tarefas: não ocupar espaço de cabine e porta-malas, não cortar nada, integrar o uso de iPod com vídeos nos monitores e, acima de tudo, manter o acesso e o uso do estepe. “Não dá para ter um carro de família sem o estepe”, diz Scalpi.
Lista fácil, certo? Pois bem, depois da conversa com o dono e uma breve inspeção do sistema de entretenimento original, era claro que seria necessário manter o equipamento original intacto, assim como a garantia do veículo. Com as cabeças girando, Whitmire e sua equipe começaram a remover o interior felpudo. Painéis de portas, assentos ajustáveis traseiros e apoio para braços, console central e painéis do porta-malas foram retirados para revelar a infraestrutura eletrônica do carro.
Antes da instalação dos alto-falantes, todas as portas de metal receberam uma boa dose de tratamento acústico. Os drivers midbass Critical Mass MB82 de 8” foram montados diretamente nas portas de aço, enquanto os drivers midrange foram instalados em um compartimento de PVC selado – essa foi a primeira vez que a HVM usou PVC dessa maneira, e funcionou muito bem, permitindo um ângulo apropriado e servindo como um bom compartimento para o midrange.
Os tweeters MD Quart ficam atrás dos painéis de porta originais de fábrica, enquanto que os alto-falantes das portas traseiras foram instalados do mesmo jeito que os da frente, com a exceção do par de midbass de 8”, que foi substituído por um conjunto de componentes QSF 216 de 6,5”. Os canais centrais de fábrica continuaram abastecidos pelo amplificador que veio no veículo.
Com a remoção do assento traseiro, a equipe cuidadosamente desmontou o deck para que o subwoofer de fábrica, construído em um pacote independente, passasse por uma estreita grade da largura do deck.
Um dos amigos mais próximos de Scalpi, que havia customizado seu Bentley na HVM no ano anterior, influenciou bastante na decisão do subwoofer. Com a pesada obrigação de não ocupar espaço e garantir acesso ao estepe, parecia obra do destino quando o Rockford Fosgate Power T215D2 apareceu na porta da HVM. Para quem não está familiarizado com essa série de drivers, uma palavra resume tudo: GIGANTE.

RECOMPENSADOR
Whitmire construiu um compartimento vertical que funciona atrás para colocar em cima da grade do subwoofer original. Ele planejou o compartimento para usar um espaço extra de 15 cm³ de onde o equipamento de fábrica deveria estar. Assim, ele posicionou o subwoofer para ficar um pouco mais alto no defletor, permitindo que a parte de baixo do sub encaixasse naquela área, resultando em uma caixa que toma 10” do tamanho total do porta-malas.
Considerando a decisão de manter os equipamentos originais da fábrica, selecionar a linha de freqüência apropriada não seria fácil. Para isso, a HVM escolheu a Fosgate 3Sixty.2, da Rockford.
Um produto que a loja usa quase religiosamente, permite que o amplificador de fábrica alimente o 3Sixty.2, passe por uma série de funções do equipamento original, e então chegue aos amplificadores.
Ainda no setor dianteiro, uma proteção de fiação colorida foi aplicada nas conexões dos alto-falantes entre os amplificadores Rockford e os novos alto-falantes. Para o iPod, Whitmire abriu a conexão “auxiliary in” de fábrica através da máquina de diagnóstico STAR, que também permite que um sinal de vídeo seja mostrado na tela frontal de 8” widescreen.
Considerando a incrível demanda nº1 de Scalpi (“não ocupar espaço de cabine ou do porta-malas”), não seria fácil para a HVM colocar os amplificadores Rockford Fosgate no porta-malas. Assim, depois de três dias de medidas e desenhos, Whitmire finalmente criou um layout que abrigava com segurança todo o equipamento, ou seja, os três amplificadores e o 3Sixty.2. Além disso, tudo ficaria escondido da vista, permitindo que Scalpi usasse a base do porta-malas.
O serviço foi realizado utilizando uma caixa de aço de 0,5”. A equipe construiu um rack que abrigava os amplificadores T1500-1bd, T600-4 e T400.4, com o 3Sixty.2 na parte de baixo. O equipamento está preso por dobradiças na base da estrutura de aço que protege o estepe, e pode ser levantado e retirado do caminho para remoção fácil do pneu sobressalente.
Para dar acabamento à caixa, Whitmire fez um logo da Mercedes Benz de 14” em acrílico ½” translúcido, com grades ABS de aço perfurado em volta. A estrela é iluminada por luzes azuis LED de alta intensidade e todas as partes estão integradas por uma placa de finalização de couro MDF.
Agora o veículo é poderoso sob o capô e também em seu interior. Os amplificadores e subwoofers Rockford Fosgate botam tanta pressão na cabine quanto a S600 coloca na estrada com seu V-12 turbinado para 600 ca valos de potência.
O melhor de tudo é que a Mercedes Benz manteve seu visual de fábrica, mesmo que tenha sido customizado exatamente como o cliente queria.
Texto Redação Fotos Andrew Link


