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Maverick GT 1978 - Rexona Muscle

Conheça de perto um Ford Maverick GT 1978 customizado pela Batistinha Garage e sorteado na promoção de uma famosa marca de desodorantes

                               

                

 

Nos velhos jargões publicitários, a maioria das campanhas elaboradas para o lançamento de alguma linha com temática esportiva para produtos pessoais geralmente está embasada em altas doses de testosterona.  Assim – e como não poderia deixar de ser

 – atletas de alto nível em destaque, esportes radicais e carrões envenenados comumente são os sinônimos prediletos para incentivar os consumidores. E a famosa marca de desodorantes Rexona recentemente lançou um produto com a veiculação de uma campanha de forte apelo automotivo, em que premiaria o consumidor que fizesse a melhor frase sobre seu novo produto. A frase vencedora daria ao premiado a oportunidade de ganhar um Maverick GT V8 1978, totalmente customizado da forma como ele criou no site da campanha. Após meses de campanha, o vencedor foi um baiano da cidade de Cruz das Almas.

      
Mas vamos analisar os fatos que antecederam a premiação. A transformação do tradicional automóvel ficou a cargo do designer automotivo Luis Fernando Batista, o Batistinha, da Batistinha Garage, em São Paulo, e se caracterizou por uma grande maleabilidade em opções de personalização.
“Foi uma iniciativa bastante arrojada, sem dúvida. Tive plena autonomia para idealizar o projeto e criei várias combinações de equipamentos que poderiam ser escolhidas pelos participantes. No total, cheguei a aproximadamente 80 delas. E, mais uma vez, o segredo de todo o trabalho residiu em um pré-projeto completo e detalhado, que tem de ser realizado antes da execução prática. Isso proporciona uma identidade bem mais forte no contexto geral. Planejar é sempre melhor do que refazer”, diz Batistinha. 

EXCLUSIVO
De acordo com Batistinha, o carro chegou a sua loja em condições satisfatórias de conservação. Mas, mesmo assim, teve de receber cuidados especiais. Inicialmente, foi totalmente desmontado. A lataria passou por uma decapagem completa da tinta antiga e um repasse geral, que eliminou pontos de ferrugem e outros pequenos defeitos adquiridos com a ação do tempo. Tudo com o cuidado de não alterar os famosos ângulos e formas características do modelo.
Após o processo de restauração, foi hora de realizar uma nova pintura especial feita em tricolt (três camadas de tinta: base, efeito clear e verniz). O pigmento foi desenvolvido com exclusividade na Batistinha Garage e, posteriormente, batizado de “Amarelo Rexona”, em alusão à marca.
Duas faixas pretas no capô e teto também foram colocadas como um reforço estilizado que sempre casa perfeitamente com o clima dos esportivos.

      
Os novos faróis escolhidos são da marca Diamond Valeo, enquanto que as lanternas permaneceram sendo as originais. No conjunto de rodagem, novas rodas Kromma aro 17” também foram escolhidas e calçadas com pneus Goodyear Excelence 235/45 ZR17, o que complementou o visual característico do Maverick. Os retrovisores GT e todos os emblemas e frisos também são de fábrica.

       

DESEMPENHO PARTICULAR
O monobloco original do Maverick teve de ser reforçado e o conjunto de suspensão original foi mantido e totalmente revisado. Os freios dianteiros são originais e os traseiros são a disco (adaptados). Já para melhorar a estabilidade, foi instalado um diferencial Dana 44. Na parte de motorização, tudo foi pensado para melhorar o desempenho potente e natural de um propulsor de alta cilindrada, sem prejudicar sua durabilidade e consumo. Também conhecido como “motor canadense” (que na década de 1970 foi um dos mais potentes a equipar um veículo nacional), o 302 V8 foi temperado com as vantagens de regulagem provenientes de um carburador quadrijet com 600 CFM. O comando de válvulas é um Crane 270, e, para dar conta do recado sem prejudicar a nova performance, o escape duplo – que tem saída na parte lateral inferior da lataria – foi dimensionado e um coletor de admissão Edelbrock foi adicionado ao conjunto.

      
Já no sistema elétrico, um módulo de ignição eletrônica MSD também foi incorporado, para apurar melhor o rendimento do conjunto mecânico. Os cabeçotes foram rebaixados e a taxa de compressão mais comum do 302, que comumente gira em torno de aproximadamente 7,8:1, foi modificada para 8,5:1. A caixa de câmbio é uma tradicional Clark, de quatro velocidades e todo o sistema, de acordo com Batistinha, proporciona ao Maverick cerca de 250 cavalos de potência.
Na parte interna, alguns dos requintes naturais do Maverick foram readaptados. Batistinha substituiu todo o carpete do carro e também trocou os bancos por modelos em couro preto, da Rallye Stradalle. O volante é um Billet e a manopla de câmbio é original do Maverick GT.

     
O painel original recebeu instrumentos Auto Gauge para medição de pressão de óleo, temperatura de água, voltímetro, além de um conta-giros. Há também um conjunto básico de equipamentos sonoros, da Sound Extreme, composto por subwoofer de 10” e módulo amplificador Xstream de 480 Watts, instalados no porta-malas, enquanto que dentro do carro um par de kit duas vias recebe os sinais de áudio do CD Player .

       
Atualmente o carro passou para as mãos de um novo dono e continua sendo figura de destaque em eventos e encontros de autos antigos. Certo é que, independente de qualquer promoção, o carro é uma verdadeira prova de qualidade no quesito muscle car nacional.

Por Fernando Cappelli Fotos Marcello Garcia

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