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Kadett - Um Carro com História

Após mais de 70 anos de sua primeira versão, o Kadett ainda deixa uma legião de fãs com saudades, principalmente da versão esportiva GSi

Em 1936, a Opel lançava na Alemanha a primeira versão do Kadett. Mas, por culpa da Segunda Guerra Mundial, em 1939, a fabricação foi interrompida. Assim, a segunda versão do Kadett foi oficialmente retomada em 1962. Compacto e com linhas retas,  o carro possuía motor 1.0 litro que rendia cerca de 40 cv. Na época, ficou conhecido como série A e tornou o hatchback um dos carros de maior sucesso da Opel, concorrendo diretamente na Europa com o VW Golf, o Ford Escort, o Peugeot 304, o Triumph Dolomite e o Fiat 124.
Tanto sucesso fez com que, em 1965, a Chevrolet iniciasse a produção da terceira versão do carro (série B), equipado com motor 1,1 litros de 55 cv, mantendo o carro entre os mais vendidos. A quarta versão (série C) do Kadett foi lançada em 1973 e, para aqueles que não se lembram, ela chegou ao Brasil com nome de Chevette.
Já em 1979, a montadora norte-americana deu início à produção da quarta geração do carro, denominada (D) e que  possuía importantes mudanças. Além do motor em posição transversal, o Kadett D apresentava diversos tipos de carroceria como hatchback, três-volumes, conversível e perua.
Por fim, em 1984, a Opel inovou, e desenvolveu a aclamada quinta geração do Kadett (versão E), com design moderno e arredondado, bem diferente dos modelos anteriores. Baseado nesse novo modelo, chegava ao Brasil, em 1989, o Chevrolet Kadett.
 
UM MOTOR INVEJÁVEL
Na época, o mercado nacional estava sedento por lançamentos, afinal, o último carro apresentado ao público fora o Fiat Uno no ano de 1984. Assim, o Kadett chegava ao mercado com a responsabilidade de suprir uma expectativa de cinco anos.
O hatchback de três portas foi lançado nas versões SL, SL/E e a esportiva GS. E tão logo as expectativas foram correspondidas, quando em 1991 a versão GS ganhou injeção eletrônica multiponto analógica, gerando a conceituada versão GSi, responsável por marcar uma era entre os esportivos, casos do Ford Escort XR3 e Volkswagen Gol GTi.
O Kadett GSi era realmente um carro esportivo. Com identidade, itens exclusivos, tecnologia inovadora, além de ser forte e potente, graças a um motor 2.0 litros à gasolina, dianteiro, transversal, de quatro cilindros em linha, capaz de render 121 cv a 5.400 rpm, com um  torque máximo de 17,6 kgfm a 3.000 rpm.
A alimentação era desenvolvida por injeção eletrônica Multipoint L E Jetronic, enquanto a transmissão com câmbio mecânico de cinco marchas à frente mais ré garantia uma “tocada” mais esportiva.
A estrutura de montagem do Kadett apresentava tração dianteira, com embreagem de acionamento mecânico, monodisco a seco. A direção vinha com sistema de acionamento mecânico, tipo pinhão e cremalheira, com amortecedor hidráulico.
Já o sistema de suspensão era independente tipo McPherson, com mola helicoidal, braço de controle inferior, barra estabilizadora e amortecedor pressurizado na dianteira, enquanto o conjunto traseiro era dotado de molas helicoidais de ação progressiva, tipo “barril”, além da barra conjugada de geometria fixa combinada com barra de torção e amortecedor pressurizado.
Para segurar o Kadett, o sistema de frenagem era equipado com sistema de duplo circuito hidráulico em diagonal, com auxiliar a vácuo, contando na dianteira com freios a disco, ventilados com pinças deslizantes sob pinos selados. Na traseira, a Chevrolet optou por utilizar o tradicional freio a tambor, auto-ajustável, com válvula equalizadora de frenagem.
Se a questão era performance, um elemento de suma importância não poderia faltar: conjunto de rodagem. E para isso, a montadora tratou de equipar o hatchback com rodas de alumínio aro 14”, encapadas por pneus radiais, sem câmara, nas medidas 185/65 HR 14.
Disponível em duas versões de carroceria (conversível e hatchback) o Kadett GSi, marcou época e até hoje é aclamado pelos mais fanáticos pelo modelo, que conseguia atingir uma velocidade final de 194 km/h, percorrendo de 0 a 100 km/h em apenas 9,7 segundos.

ESTÉTICA, IDENTIDADE E SAUDADES
Não foi só o motor do GSi que fez sua fama. Vários itens exclusivos atraiam a atenção do público carente por novidades. Quem sentava pela primeira vez no modelo já notava de cara ao colocar a chave no contato, um painel digital inovador e totalmente colorido. O motorista ainda podia ajustar o banco e volante, buscando uma posição ideal para dirigir.
Ronaldo Toshio, apaixonado por Kadett e um dos responsáveis pelo site: www.kadetteiros.com.br, destinado aos amantes do modelo exemplificou em poucas palavras o quão importante foi o modelo para a indústria nacional.
“O modelo GSI é o modelo com apelo mais esportivo e moderno na época (1992), possuía, além do cobiçado banco Recaro, as aletas no capô, item muito utilizado na customização de automóveis atualmente, painel digital, pára-choques bicolores com aspecto ‘bravo’, aerofólio e suspensão traseira a ar, entre outras particularidades de um modelo esportivo”, comenta.
“Para a época, era um carro fora dos padrões tradicionais. Vale lembrar que o Kadett foi o primeiro carro nacional a possuir linhas mais arredondadas. Particularmente, eu admiro bastante esse carro”, determina Toshio.
Como tudo que é bom dura pouco, em 1995, o modelo GSi saiu de linha, dando lugar ao Kadett Sport. Este não fez tanto sucesso quanto o GSi e, em 1998, o Kadett teve sua fabricação interrompida, dando lugar ao Chevrolet Astra.
“Em termos de performance e consumo, o Kadett levava certa vantagem pela injeção e peso diferentes, mas em termos de conforto e modernidade o Astra era um sucessor mais preparado para a luta de mercado da época”, informa.  


Por Fabrizio Melli Fotos Marcello Garcia

 

 

Comentários 

 
#1 Ramos 18-06-2010 22:31
Parabenizo pela materia pois ainda tem que atualizar algumas Informaçoes

Ramos
Kadett Clube Brasil
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