Feito para brilhar, Gol da Clarion mostra que o tuning continua em alta e serve de base para projetos sonoros tão sofisticados quanto viáveis

O Salão do Automóvel de 2008, realizado em São Paulo, reservou grandes surpresas aos seus visitantes. Uma delas estava no stand da Clarion, que exibiu um Gol Power G5 1.6 Total Flex, customizado pela Pavão Design. Tratava-se da versão mais equipada do novo Volkswagen, oferecida ao consumidor com itens optativos como travas elétricas, ar condicionado, computador de bordo, display multifunções (I-System) e regulagem de altura do volante. Tudo isso, porém, era pouco para o pessoal da Clarion.
Externamente este show car, que originalmente saiu de fábrica vermelho, foi inteiramente pintado em um tom de azul metálico exclusivo. Antes, porém, muitos detalhes do veículo foram devidamente personalizados. Exemplo disso foram os pára-choques, retrabalhados de modo a criarem um visual exclusivo sem, contudo, destoar das linhas do veículo. O mesmo se pode dizer dos prolongamentos laterais e do spoiler traseiro, que muitos acreditam ser um aerofólio. A diferença, entretanto, é óbvia: no spoiler o ar passa por cima da estrutura, quanto que, no aerofólio, ele a atravessa.
As rodas originais, ainda que de desenho atraente, foram substituídas por um jogo de liga leve aro 19” utilizado no Audi A3, devidamente “calçado” com pneus Toyo. As colunas centrais, na área dos vidros, ganharam revestimento imitando fibra de carbono. Além disso, houve a adição do nome “Clarion”, aluminizado, na parte inferior das portas traseiras. O mesmo tipo de acabamento se repete nas carcaças dos espelhos retrovisores externos, nos frisos laterais, na grade e nos pára-choques do veículo.
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PROJETO POLIVALENTE
Como a beleza interior também é importante, o habitáculo do Gol não foi esquecido (e nem poderia, considerando o tipo de atividade da Clarion). O carro teve os bancos originais substituídos por outros tipo concha, da marca italiana Sparco, que também pode ser vista na manopla da alavanca de câmbio e nas pedaleiras do G5. Volante e instrumentos de painel, por outro lado, são originais Volkswagen.
Porém, o que realmente interessa aos nossos leitores é o pacote sonoro do carro. Partindo do sistema original, composto por módulo CD player com MP3 e entradas USB, SD-Card e Bluetooth (além de quatro falantes e dois tweeters), o Gol passou por interessante processo que, a grosso modo, podemos considerar uma espécie de up grade. E coloca “up” nisso!
No salão o G5 estava equipado com um DVD player Clarion VRX785BT mas, eventualmente, poderá receber um aparelhos como DB179MP-VW ou DRZ9255Z. A escolha por este ou aquele equipamento depende apenas da estratégia definida pelo fabricante, que assim pode demonstrar diversos produtos de sua linha com utilizando-se de único veículo. Mas isso é apenas um dos inúmeros detalhes do projeto.
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CAPRICHO E SIMPLICIDADE
Para que todo o público tivesse a exata noção de todo potencial do VRX785BT, o Gol recebeu tratamento acústico feito com manta anti-ruído. O material foi aplicado nas portas, na tampa do porta-malas e no assoalho. As portas dianteiras ganharam mid bass de 6” do kit duas vias SRU 1720. As bases são aluminizadas, acabamento que se repetiu em outros itens do habitáculo, combinando com a decoração externa do G5.
O espaço original das colunas abrigaram os novos tweeters. O sistema tem ainda outro kit de duas vias, tipo SRU 1320M, com médios de 5”, alojados nas abas do tampão, com o tweeter no centro do mid-bass. A visão do porta malas, entretanto, é o que realmente chama a atenção no veículo: ali está uma peça muito especial, feita em madeira e fibra de carbono, que comporta subwoofers de 10” PWX 1052, de 500 WRMS cada. A impressão que se tem, ao observar esta caixa, é que elas comportam as turbinas de uma nave espacial.
Abaixo, no assoalho, foram instalados dois amplificadores DPX 1851 Classe GH, híbrida, de 800 WRMS. Além desses, amplicadores DPX 2251, de dois canais, foram reservados para os kits de duas vias. Para alimentar tudo isso existem duas baterias auxiliares, também instaladas no porta-malas.
Considerando o resultado final, podemos afirmar que tanto a Clarion quanto a Pavão Design provaram que um veículo tunado, para chamar a atenção, não precisa se parecer com uma carroça de ciganos. Muito pelo contrário: basta que o projeto seja norteado pelo bom gosto (e, é claro, tenha um som de primeira qualidade), que fará sucesso em qualquer lugar do mundo. E ai estão as belas fotos do Marcello Garcia, devidamente creditadas, que não nos deixam mentir.
Não se trata de exagero: o Gol aqui apresentado, tal como ocorre nos paises desenvolvidos, se caracteriza como uma excelente estratégia de marketing. Afinal, em se tratando do seu sistema sonoro, qualquer pessoa pode reproduzir os mesmos resultados com facilidade, tendo em vista que os equipamentos do G5 podem ser adquiridos no comercio de som automotivo, provando assim que ter um veículo semelhante ao show car da Clarion é algo que, surpreendentemente, está ao alcance de qualquer mortal.
EVOLUÇÃO CONSTANTE
A história da Clarion teve início em dezembro de 1940, com a fundação, no Japão, da Hasukan Wireless Eletric Company, empresa que fabricava rádios domésticos a pilhas. Três anos depois a Hasukan fundiu-se com a Takizawa Wireless Eletric Industries, fazendo surgir uma nova razão social, denominada Teikoku Dempa.
Após a reestruturação ocorrida com o fim da II Guerra Mundial, a Teikoku passou a fazer uso do nome fantasia Clarion, um instrumento de sopro que, muito utilizado na Grécia antiga, assemelha-se a uma trombeta. Modernizada, a Clarion produziu, em fevereiro de 1951, o primeiro rádio automotivo da marca, tipo de produto que começou a ser exportado para os EUA em junho de 1958. No ano seguinte os rádios Clarion tornaram-se item original da linha Nissan e, em 1968, a empresa deu inicio a produção de seus rádios toca-fitas cassete.
O primeiro leitor de CD Clarion, o CD5000, chegou ao mercado automotivo em julho de 1987. Em 1992 a empresa revolucionou o mercado com o sistema de navegação guiado por voz NAC-2000 e, quatro anos depois, com o sistema de navegação compatível com VICS. Atenta a isso a Citroën tornou-se cliente da empresa em 1999, quando passou a instalar em seus carros o OEM do "Auto-PC".
Em 2003 surgiu o sistema de navegação AV equipado com HDD (drive de disco rígido), compatível com "Car Wings" do serviço de informação Nissan. Dois anos depois a Clarion apresentou a primeira unidade de navegação AV-HDD intregrada e compatível com iPod. Por fim, em 2007, um ano após ser incorporada ao grupo Hitachi, a Clarion, por intermédio da Daihatsu, começou a fornecer sistemas sonoros para os veículos Toyota.
Por: Rogério Ferraresi
Fotos: Marcello Garcia

O Salão do Automóvel de 2008, realizado em São Paulo, reservou grandes surpresas aos seus visitantes. Uma delas estava no stand da Clarion, que exibiu um Gol Power G5 1.6 Total Flex, customizado pela Pavão Design. Tratava-se da versão mais equipada do novo Volkswagen, oferecida ao consumidor com itens optativos como travas elétricas, ar condicionado, computador de bordo, display multifunções (I-System) e regulagem de altura do volante. Tudo isso, porém, era pouco para o pessoal da Clarion.
Externamente este show car, que originalmente saiu de fábrica vermelho, foi inteiramente pintado em um tom de azul metálico exclusivo. Antes, porém, muitos detalhes do veículo foram devidamente personalizados. Exemplo disso foram os pára-choques, retrabalhados de modo a criarem um visual exclusivo sem, contudo, destoar das linhas do veículo. O mesmo se pode dizer dos prolongamentos laterais e do spoiler traseiro, que muitos acreditam ser um aerofólio. A diferença, entretanto, é óbvia: no spoiler o ar passa por cima da estrutura, quanto que, no aerofólio, ele a atravessa.
As rodas originais, ainda que de desenho atraente, foram substituídas por um jogo de liga leve aro 19” utilizado no Audi A3, devidamente “calçado” com pneus Toyo. As colunas centrais, na área dos vidros, ganharam revestimento imitando fibra de carbono. Além disso, houve a adição do nome “Clarion”, aluminizado, na parte inferior das portas traseiras. O mesmo tipo de acabamento se repete nas carcaças dos espelhos retrovisores externos, nos frisos laterais, na grade e nos pára-choques do veículo.
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PROJETO POLIVALENTE
Como a beleza interior também é importante, o habitáculo do Gol não foi esquecido (e nem poderia, considerando o tipo de atividade da Clarion). O carro teve os bancos originais substituídos por outros tipo concha, da marca italiana Sparco, que também pode ser vista na manopla da alavanca de câmbio e nas pedaleiras do G5. Volante e instrumentos de painel, por outro lado, são originais Volkswagen.
Porém, o que realmente interessa aos nossos leitores é o pacote sonoro do carro. Partindo do sistema original, composto por módulo CD player com MP3 e entradas USB, SD-Card e Bluetooth (além de quatro falantes e dois tweeters), o Gol passou por interessante processo que, a grosso modo, podemos considerar uma espécie de up grade. E coloca “up” nisso!
No salão o G5 estava equipado com um DVD player Clarion VRX785BT mas, eventualmente, poderá receber um aparelhos como DB179MP-VW ou DRZ9255Z. A escolha por este ou aquele equipamento depende apenas da estratégia definida pelo fabricante, que assim pode demonstrar diversos produtos de sua linha com utilizando-se de único veículo. Mas isso é apenas um dos inúmeros detalhes do projeto.
.jpg)
CAPRICHO E SIMPLICIDADE
Para que todo o público tivesse a exata noção de todo potencial do VRX785BT, o Gol recebeu tratamento acústico feito com manta anti-ruído. O material foi aplicado nas portas, na tampa do porta-malas e no assoalho. As portas dianteiras ganharam mid bass de 6” do kit duas vias SRU 1720. As bases são aluminizadas, acabamento que se repetiu em outros itens do habitáculo, combinando com a decoração externa do G5.
O espaço original das colunas abrigaram os novos tweeters. O sistema tem ainda outro kit de duas vias, tipo SRU 1320M, com médios de 5”, alojados nas abas do tampão, com o tweeter no centro do mid-bass. A visão do porta malas, entretanto, é o que realmente chama a atenção no veículo: ali está uma peça muito especial, feita em madeira e fibra de carbono, que comporta subwoofers de 10” PWX 1052, de 500 WRMS cada. A impressão que se tem, ao observar esta caixa, é que elas comportam as turbinas de uma nave espacial.
Abaixo, no assoalho, foram instalados dois amplificadores DPX 1851 Classe GH, híbrida, de 800 WRMS. Além desses, amplicadores DPX 2251, de dois canais, foram reservados para os kits de duas vias. Para alimentar tudo isso existem duas baterias auxiliares, também instaladas no porta-malas.
Considerando o resultado final, podemos afirmar que tanto a Clarion quanto a Pavão Design provaram que um veículo tunado, para chamar a atenção, não precisa se parecer com uma carroça de ciganos. Muito pelo contrário: basta que o projeto seja norteado pelo bom gosto (e, é claro, tenha um som de primeira qualidade), que fará sucesso em qualquer lugar do mundo. E ai estão as belas fotos do Marcello Garcia, devidamente creditadas, que não nos deixam mentir.
Não se trata de exagero: o Gol aqui apresentado, tal como ocorre nos paises desenvolvidos, se caracteriza como uma excelente estratégia de marketing. Afinal, em se tratando do seu sistema sonoro, qualquer pessoa pode reproduzir os mesmos resultados com facilidade, tendo em vista que os equipamentos do G5 podem ser adquiridos no comercio de som automotivo, provando assim que ter um veículo semelhante ao show car da Clarion é algo que, surpreendentemente, está ao alcance de qualquer mortal.
EVOLUÇÃO CONSTANTE
A história da Clarion teve início em dezembro de 1940, com a fundação, no Japão, da Hasukan Wireless Eletric Company, empresa que fabricava rádios domésticos a pilhas. Três anos depois a Hasukan fundiu-se com a Takizawa Wireless Eletric Industries, fazendo surgir uma nova razão social, denominada Teikoku Dempa.
Após a reestruturação ocorrida com o fim da II Guerra Mundial, a Teikoku passou a fazer uso do nome fantasia Clarion, um instrumento de sopro que, muito utilizado na Grécia antiga, assemelha-se a uma trombeta. Modernizada, a Clarion produziu, em fevereiro de 1951, o primeiro rádio automotivo da marca, tipo de produto que começou a ser exportado para os EUA em junho de 1958. No ano seguinte os rádios Clarion tornaram-se item original da linha Nissan e, em 1968, a empresa deu inicio a produção de seus rádios toca-fitas cassete.
O primeiro leitor de CD Clarion, o CD5000, chegou ao mercado automotivo em julho de 1987. Em 1992 a empresa revolucionou o mercado com o sistema de navegação guiado por voz NAC-2000 e, quatro anos depois, com o sistema de navegação compatível com VICS. Atenta a isso a Citroën tornou-se cliente da empresa em 1999, quando passou a instalar em seus carros o OEM do "Auto-PC".
Em 2003 surgiu o sistema de navegação AV equipado com HDD (drive de disco rígido), compatível com "Car Wings" do serviço de informação Nissan. Dois anos depois a Clarion apresentou a primeira unidade de navegação AV-HDD intregrada e compatível com iPod. Por fim, em 2007, um ano após ser incorporada ao grupo Hitachi, a Clarion, por intermédio da Daihatsu, começou a fornecer sistemas sonoros para os veículos Toyota.
Por: Rogério Ferraresi
Fotos: Marcello Garcia


