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Fusca 1982 - Som valioso

Fusca 1982 renasce com um projeto de personalização detalhista e ousado

                          

É como se fosse uma tendência pré-definida. As histórias dos proprietários de Fusca comumente seguem uma mesma linha de pensamento e atingem em cheio algum ponto saudosista e de boas lembranças que ficam para sempre registradas na memória. Como não poderia

deixar de ser, o comerciante paulista Osmar Rodrigues Junior, de 37 anos, também é parte integrante dessa estatística.
Até chegar a este Fusca 1982 personalizado, ele passou por inúmeros outros modelos durante sua trajetória de vida atrás do volante. “Quando fiz 18 anos, meu primeiro carro foi um Fusca 1974. Isso foi há 19 anos, e acredito que muitos jovens da minha época começaram a dirigir em automóveis refrigerados a ar. Assim, guardo muitas lembranças desse meu primeiro carro e sempre tive em mente que, mais cedo ou mais tarde, eu voltaria a ter outro Fusca”, afirma Osmar.
“Na verdade, dessa vez foi minha filha de cinco anos quem me incentivou a realizar esse projeto. Toda vez que ela via um Fusca na rua, ficava apontando e achava graça no ‘carrinho’. Então, resolvi que estava na hora de investir novamente em mais um velho amigo sobre quatro rodas”, completa o comerciante.
O começo da saga com o Fusca 1982, porém, não foi dos mais agradáveis. O carro foi comprado em um estado bastante avariado e levado até a Cabrera Sound, oficina especializada em São Paulo.  “A minha intenção com o carro era deixá-lo mais original possível, mas, quando cheguei à loja, as idéias deles começaram a aflorar. Deixei-os à vontade para trabalhar, mas sempre vistoriando o que era feito. O projeto levou mais de um ano para ser concluído”, diz Osmar.

                  

MÃOS À OBRA
Por baixo, o chassi ainda é o original, mas o conjunto de suspensão foi rebaixado com catracas. Muito utilizado pelos adeptos dos Fusca, esse sistema é colocado no encaixe das lâminas de torção, que vêm soldadas no corpo do eixo e possibilitam abaixar melhor o carro de forma correta e com mais eficiência. Os freios dianteiros são a disco e os traseiros, a tambor.
Já a lataria, bastante comprometida, teve de passar por uma repaginação completa, inclusive com a retirada de pontos de ferrugem. As laterais das portas foram moldadas em fibra e madeira. Nelas, foram adicionados novos puxadores e maçanetas provenientes de um Citröen C3.
Ainda na parte externa, os faróis são os tradicionais Cibié e as lanternas, Polimatic. Os retrovisores são do Fusca mexicano, e as novas rodas aro 17”, originais de um Golf Generation, também foram adaptadas e calçadas com pneus Toyo Proxes 205/45 R17. Como complemento, uma nova pintura amarela, na tonalidade Indianápolis (semelhante à do Fiat Stilo Schumacher), foi incorporada.

MAIS MUDANÇAS
Na parte interna, muitas mudanças. As laterais de porta e o teto, moldado em fibra e revestido no mesmo estilo de um Gol da linha G3, foram as partes mais trabalhosas. O assoalho recebeu carpete novo, enquanto os bancos, vindos de um Honda Fit, foram incorporados ao projeto.
Por fim, o volante original foi substituído por um esportivo Shutt VX4, e o carro ainda recebeu manopla de câmbio e pedaleiras da mesma marca. O painel continua o original, mas recebeu manômetros (velocímetro e conta-giros) Cronomac.
Um eficiente sistema sonoro também é parte integrante do projeto. Designado com equipamentos básicos, que pudessem proporcionar um som limpo e de graves reforçados, ele conta com um subwoofer Bravox UXP de 12’’ com bobina dupla. Devido ao pequeno espaço do carro, o equipamento teve de ser acomodado em um tampão traseiro, que funciona como um tipo de caixa selada, fabricado exclusivamente para o carro de Osmar Júnior.
O sistema de som é composto também por um par de kick panels (“pezinhos”) na frente, modelados em fibra. Neles estão os kits duas vias de 5” da Lightning Áudio. Para empurrar todo o sistema, há apenas um módulo Banda 4.8 (também colocado no tampão). Completando o sistema, o reprodutor de áudio, responsável pelo envio de informações, é um CD player Pioneer DEH-6850, que trabalha em conjunto também com monitor de DVD Pyle, de 7”.

                 

TOQUE FINAL
Em termos de mecânica, o motor original – também bastante avariado pela ação do tempo – teve de ser trocado. Em seu lugar, foi colocado um 1600cc, retirado de uma Kombi. A carburação é dupla e feita por uma peça da tradicional marca francesa Solex. O comando de válvulas e o coletor de admissão são originais e os cabos de vela escolhidos para o projeto são da Bosch. Na questão estética, o motor teve diversas partes cromadas, oferecendo um melhor destaque ao setor.
“Optei por essa troca de motor em virtude de precisar de uma regularidade mais apurada e de um pouco de potência extra. Penso que chegamos a um nível quase ideal de personalização para este Fusca. Falta apenas uma turbina. Sempre encontro pessoas mais malucas do que eu para fazer essas coisas”, diverte-se Osmar.  

Texto Fernando Cappelli
Fotos Marcello Garcia

 

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Comentários 

 
#1 anderson 22-06-2010 15:25
conseguiria me mandar mais fotos do som do fusca?
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#2 Fabio 22-06-2010 18:07
Citando anderson:
conseguiria me man[censored]r mais fotos do som do fusca?

Olá, assim que possível irei fazer o upload de mais fotos deste Fusca. Realmente, acho que esse carro merece mais fotos!
Abs.
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#3 Pardo 19-09-2010 00:11
O Fusca está muito louco, mas faltou mais fotos dele.
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#4 divino 07-11-2011 07:15
Belo fusca
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