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Challenger Hemi 2008 - Mopar Stock

Black Friday Street Customs

 

                   

Esse é especial. Quando o projeto estava sendo concebido, havia apenas um protótipo do Dodge Challenger 2008 rodando em todo o mundo. E como você pode imaginar, estava também muito ocupado fazendo aparições em eventos e arrastando jornalistas à sua volta.

Mas a equipe da Mopar Performance Parts também queria o Challenger, afinal, o sucesso que fez quando foi apresentado no Salão Internacional de Detroit de 2007 provou que o Challenger era o veículo perfeito para receber o novo motor 392 Hemi, além de levantar a bandeira da Chrysler Performance no SEMA Show, em Las Vegas.
Só que o pessoal da Mopar não podia esperar até o final de 2008, como todos nós e, então, eles construíram outro Challenger, a partir do desenho do modelo original. E a equipe da HOT ROD americana estava lá para verificar essa incrível construção.
A equipe de projetos da Chrysler, formada por funcionários de vários departamentos e liderada pelo vice-presidente de design, Ralph Gilles, iniciou trabalhando com uma pintura especial e estilos diversificados para o projeto.

                  
“Existe muita criatividade neste time,” diz Ralph que ainda completou. “Alguns destes funcionários são hot rodders por natureza e, em alguns casos, trazem 30 anos de experiência ao projeto”.
Assim iniciou-se o projeto, desenvolvido sobre um Pro Street prata brilhante com preto fosco que, posteriormente, se tornou um tributo aos clássicos Super Stock e carros de corrida Pro Stock. Pneus slick, wheelie bars e uma gigante tomada de ar no capô mostram que esse Challenger não brinca em serviço, enquanto que as cores vermelha, branco e azul, além da grafia estilizada, nos remetem ao famoso Dodge sobrealimentado de Dick Landy e aos clássicos Color Me Gone Hemi dos anos 60.
Dessa forma, o Dodge Challenger Concept Super Stock começou a tomar forma, contando com uma carroceria que qualquer hot rodder pode reconhecer. Porém, com um diferencial: passando rapidamente de 1970 a 2008.
Utilizando códigos digitais desenvolvidos pelo Estúdio de Design da Chrysler, a empresa Metalcrafters of Fontain Valley, na Califórnia, criou uma cópia do Challenger protótipo em fibra de vidro e CFRP (plástico reforçado em fibra de carbono).
Porém, nesse estágio, o carro era apenas uma casca, um esqueleto, algo próximo de uma carroceria de Funny Car ou um kit de montar como os de automodelismo. Para tornar essa casca um carro real, toda a equipe do Centro de Serviços e Construção de Veículos e a equipe da Estamparia Experimental do Centro Técnico da Chrysler, em Auburn Hills, no Michigan, foram ao trabalho.

TRANSFORMANDO UM MITO
Eles deram início ao trabalho, retirando do estoque um Dodge Magnum 6.1L SRT8 novinho em folha, na cor “Inferno Vermelho” – olha o terror – e iniciaram o trabalho de “desmontagem”, cortando o carro peça por peça, livrando somente a parte inferior com a motorização. O método parece uma perda de verba e tempo, mas na realidade, foi muito mais barato e rápido do que ficar buscando centenas de componentes que seriam necessários para a construção. Com 4” retiradas do assoalho na parte do banco traseiro para diminuir a distância entre-eixos de 120” para 116”, o monobloco da perua Magnum se tornou a plataforma perfeita para o novo Challenger.
As portas, capô, painel, contornos e todos os painéis de interior tiveram de ser fabricados à mão, em chapa de aço 19 e, logo depois, unidas à carroceria para parecer com um carro real de produção em série.
A equipe da área de protótipo também teve que desenvolver as ferramentas necessárias para a construção de algumas peças como a grade frontal, painel, painéis de porta e laterais traseiras, além de moldar os painéis de montagem dos faróis e lanternas traseiras, bem como os “vidros” (que na verdade são Lexan, um tipo de policarbonato). E para voltar com o visual neo-retro-futurista de um carro customizado, o programa de computador CAD foi utilizado para criar uma gaiola interna de proteção de seis pontos com tubos de 1,5” dotado de caixas de fixação para se adaptar perfeitamente ao assoalho dos novos modelos, além de auxiliar na substituição da suspensão traseira independente por um par de feixes de molas da Mopar Super Stock e um diferencial Dana 60. E, agora sim, isso pode ser chamado de Novo Old School.
Depois de terminar a carroceria e pintura, todo o conjunto foi enviado para Mike Pustelny Race Cars, em Almont, no Michigan, um pouco acima do norte de Detroit. Lá, o corredor veterano de Super Stock e construtor de chassi fez todas as linhas de combustível e freios, chicote elétrico e montagem. Pontas de eixo da Mark Williams e uma relação de coroa e pinhão da Mopar 4.88 s com uma montagem superjusta no diferencial Dana 60 tornaram o carro único, enquanto que a suspensão dianteira original do Magnum foi substituída por coilovers ajustáveis da QA1. Mike também instalou discos de freio Mark Williams nas quatro, em conjunto com as rodas American Racing Pro Series com anel de travamento nas rodas traseiras.

                 

Os bancos dianteiros são os mesmos utilizados nos Dodge destinados à polícia norte-americana, com revestimento customizado pela Katzkin. Já os equipamentos da Summit Racing também estão presentes informando com precisão todo o funcionamento do propulsor Hemi. Os equipamentos, por sinal, foram encontrados nos catálogos da Mopar Performance, que tratou de enviar grandes caixas com todos os componentes de instrumentos Mopar e cintos de segurança da Simpson.

PODEROSO HEMI

                  
Claro, a peça central do Challenger Super Stock Concept e, do que todo o projeto gira em torno, é o novo motor Mopar 392 Hemi cuja cilindrada foi alterada de 6.064 cm3 para 6.420 cm3. O novo 392 tem como sua versão de base um 6.1L V-8 utilizado nos SRT8. Os cabeçotes são desenvolvidos em CNC, enquanto o comando de válvulas é variável na duração de 279/285°e um levantamento entre 0.584/0.552. Com um sistema de injeção variável, esse novo 392 (disponível para venda pelo número PN 5253605), entrega 525 cv com nada menos que 70,5 kgfm de torque, havendo ainda mais duas versões disponíveis, uma com carburador quadrijet 540 cv (P5153604) e uma versão com bloco apenas (P5153603). Para esse carro, o 392 foi combinado com um conversor de torque 904 com válvula eletrônica, desenvolvido pelo lendário corredor dos Hemis e engenheiro aposentado da Chrysler, Ron Mancini.

                  
Há uma segunda e mais séria intenção por trás do Mopar Challenger. O carro também foi construído para servir como “mula de teste” para várias combinações de conjunto motriz e também como uma prova de validação de construção desse conceito para uma produção limitada de carros Super Stock de fábrica nos moldes dos Dodge Dart 68 e Plymouth Barracuda Hemi.
O carro e o conceito têm feito alguns testes em pistas de arrancada com modificações na carroceria, mas ainda é cedo para qualquer afirmativa. “Eu posso lhes dizer que o interesse está definitivamente aqui”, diz Jon Clark, da Mopar Performance Parts. “Com todo o prestígio e herança dos carros Hemi de 68, nós seríamos tolos em dar as costas para esse carro”, sentencia.
Se o plano der certo, você poderá ver uma série limitada da fábrica, homologada pela Challengers Super Stock com motores Hemi, perto de uma pista de arrancada próxima. O Challenger fez uma grande aparição para o público no SEMA e, logo depois do evento, foi levado em uma plataforma (porque um carro de apresentação não tem chassi e não pode ser guiado pelas ruas) para fora das extremidades da cidade de Las Vegas, onde nossos editores Kinnan e Freiburguer fizeram um superteste de como “esmerilhar” um carro. A pista de Las Vegas estava fechada, então, eles não puderam obter nenhum tipo de resultado no quarto de milha, mas conseguiram dar umas voltas engolindo marchas algumas vezes e fazendo grandes burnouts. Freiburguer quebrou algumas peças feitas à mão para o carro conceito. Mas Kinnan disse que provavelmente não era nada sério.

                  

Por Bill McGuire Fotos Wes Allison e Rob Kinnan

 

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